Barco que naufragou em travessia entre Argentina e Brasil, no RS, não constava em registros da Marinha

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Das oito pessoas que ocupavam embarcação, cinco morreram e três sobreviveram. Barco afundou no Rio Uruguai, em Alecrim. Helicóptero da polícia faz buscas pelos dois desaparecidos após naufrágio de embarcação no Rio Uruguai
Divulgação/SSP
A embarcação que afundou durante a travessia do Rio Uruguai, entre a Argentina e o Brasil, no sábado (21), em Alecrim, no Noroeste do Rio Grande do Sul, não constava nos registros da Marinha. Já no dia, três vítimas foram encontradas, enquanto outras duas tiveram os corpos localizados na segunda-feira (23). Três pessoas sobreviveram.
Entenda o caso
Em nota ao g1, a Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul diz apurar o caso por meio da Delegacia Fluvial de Uruguaiana, a 400 km de Alecrim.
“A embarcação era a remo, sem motor e não constava nos registros de embarcações da Marinha. Cabe destacar que para realizar uma travessia internacional deve ser buscada a homologação junto aos órgãos de fiscalização, além de se habilitar e registrar a embarcação junto à Marinha do Brasil”, afirma.
‘Nunca tinha visto o rio tão enfurecido’, diz homem que resgatou sobreviventes
A Marinha sustenta que realiza fiscalizações em toda sua jurisdição, “com a finalidade de garantir a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica”.
Os militares recebem informações de emergência pelo telefone 185. Além disso, a Delegacia Fluvial de Uruguaiana atende nos números (55) 3412-2337 e (55) 3412-1088, inclusive recebendo denúncias.
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Relembre
O barco levava um grupo de oito pessoas, que fazia a travessia entre a Argentina e o Brasil. A embarcação de pequeno porte naufragou durante uma tempestade.
A Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias (IGP) enviaram agentes ao local para tentar entender as circunstâncias do naufrágio.
Vítimas:
Sinara Bogler Kuhn, de 47 anos
Noeli Ceconi da Silva, de 39 anos
Davi Pimentel, de 7 anos, filho de Noeli
Jorginho Valdemir Machado, de 44 anos
Siderlei Pimentel, que ainda não teve a idade confirmada
Sobreviventes:
Emili Vitória Machado, de 5 anos, filha de Sinara e Jorginho
Maria Graciela Lopes, de 40 anos, cunhada de Siderlei e Noeli
Araceli Lopes, de 8 anos, sobrinha de Maria Graciela
Após ingerirem água, as sobreviventes foram encaminhadas, conscientes, para o hospital da cidade de Alecrim. Todas já foram liberadas.
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Reprodução
O resgate foi feito por um morador que viu da janela de casa a embarcação tentar atravessar o rio durante a tempestade. Antônio Sérgio Meller conta que nunca tinha visto o Rio Uruguai tão revolto e que correu em direção às pessoas que se afogavam “por instinto”.
Sérgio conta que, como mora há seis anos em uma casa de dois andares, tem uma visão limpa do local, diferente de seus vizinhos. Assim, consegue ver sempre que alguém vai à outra margem do rio, onde há uma ilha já no lado argentino, procurada por turistas da região. Ele diz que viu o grupo indo até o local e, na volta, percebeu a dificuldade que a embarcação teve ao tentar atravessar o rio durante a tempestade.
“Quando começou a tormenta, o rio se enfureceu, veio um tufão, e eu não vi mais eles. Me apavorei, porque nunca tinha visto o rio tão enfurecido. Peguei um binóculo que eu tenho e comecei a fazer uma varredura, aí avistei uma criança se debatendo e um outro grupo em um bolo. Larguei tudo, saí correndo e peguei meu barco”, diz.
O naufrágio aconteceu na localidade de Lajeado Taraíra, no interior do município, às margens do Rio Uruguai. Segundo o major José Maria Garcia, do Corpo de Bombeiros, que ajudou nas buscas, o curso do rio no local tem uma largura de cerca de 1 km, e essa ilha fica a cerca de 200 metros da margem, o que já configura território argentino.
Arte explicando onde ocorreu naufrágio de barco durante travessia entre Brasil e Argentina
Arte/g1
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