Chuva volumosa faz agricultores do Alto Tietê repensarem produção

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Nas primeiras semanas do ano choveu cerca de 400 milímetros, quase o triplo da média histórica para todo mês de janeiro. Produtores rurais do Alto Tietê driblam prejuízos depois das chuvas
Janeiro teve bastante chuva no Alto Tietê e isso afeta diretamente a agricultura. O final do ano passado também registrou um grande volume de chuva.
Produtores de hortaliças do Alto Tietê estão se adaptando para diminuir os prejuízos depois de tanta água. A terra encharcada é o resultado de um verão atípico para o produtor. “Ah veio bem mais cedo, a chuva começou muito cedo e a perda foi grande mesmo. Ninguém esperava uma chuva dessa não. Muita chuva, acho que deu uns 8 dias de chuva. Deu uma perda grande na produção nossa e atrasou muito”, afirma o agricultor de Mogi das Cruzes Márcio Paulo da Rosa
Nas primeiras semanas do ano choveu cerca de 400 milímetros, quase o triplo da média histórica para todo mês de janeiro. Com excesso de água, Márcio Rosa perdeu mais de 300 caixas de alface e quase 70% dos 600 maços de coentro que deveriam ser colhidos nas próximas semanas. Para evitar novas perdas, ele está deixando de cultivar 1/3 do sítio de 4 hectares. “Deixar um pouco da terra parada, para dar mais uma sequência daqui para frente. Daqui uns três meses porque se não, não tem quem aguenta.”
O clima está fazendo alguns produtores mudarem o perfil da propriedade. Depois de perder mais de 4 mil maços de cebolinha para as chuvas no verão passado, o produtor rural Josué de Brito Morais Josué decidiu mudar de cultura. “A minha cultura era cebolinha, então eu me endividei. Eu fiz alguns empréstimos e estou endividado. Então eu me vi na necessidade de esse ano apostar tudo na salsinha”, explica o produtor.
Ele garante que a aposta está dando certo. Mesmo com as chuvas constantes, a salsinha tem resistido e deve render colheitas por mais uns seis meses. Isso é claro, se o clima ajudar. “Esse clima e a gente se prepara para esse clima chuva e sol chuva e calor. Então é o clima ficando desta maneira a nossa expectativa fica mais ou menos compatível e é onde a gente ganha um troco né?”
O analista ESG Diego Carbonell aponta que a cada ano que passa a agricultura sofre mais com as chuvas recorrentes com um volume maior de água que impacta o agronegócio. “Pensar em se adequar nessa questão de chuvas e também investir em pesquisa e na ciência para incentivar de alguma forma de se adequar e ajustar produção as mudanças climáticas.”
O analista aponta ainda que outros setores, como o energético, seguro e turismo também sofrem com as chuvas constantes.
Para Carbonell, a mudança deve acontecer depois que os setores da economia repensarem o modelo de consumo de produção, reciclagem de lixo e o combate ao desperdício de água e luz. “Falta incentivo por parte governamental e também por conscientização das pessoas. Acho que se isso for aliado, a gente vai conseguir ter de alguma forma essa questão da reciclagem avançando cada vez mais com impacto cada vez mais positivo esse tipo de iniciativa.”
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Ufficio Stampa

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