Com alta dos juros, venda de títulos do Tesouro Direto bate recorde e soma R$ 42,4 bilhões em 2022

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Forte demanda por títulos públicos acontece em um cenário de alta dos juros para combater a inflação, o que aumenta a rentabilidade dos papeis emitidos pelo governo federal. A venda de títulos públicos por meio do Tesouro Direto somou R$ 42,4 bilhões em todo ano passado e bateu recorde, informou nesta quarta-feira (25) a Secretaria do Tesouro Nacional.
Criado em janeiro de 2002, o programa permite que pessoas físicas comprem e vendam títulos públicos pela internet por meio de corretoras.
De acordo com o Tesouro Nacional, os resgates de títulos públicos somaram R$ 26 bilhões em 2022. Com isso, a emissão líquida, ou seja, a diferença entre o montante emitido e resgatado, foi de R$ 16,4 bilhões no período.
A instituição informou que os resultados de 2022 “refletem as melhorias no programa nos últimos anos e as condições favoráveis para a renda fixa [juros altos]”.
Juros altos
A forte demanda por títulos públicos acontece em um momento de alta do juro básico da economia, atualmente o maior em seis anos, o que aumenta a remuneração dos papéis ofertados pelo governo federal e, consequentemente, a atratividade para os investidores.
Os investidores também buscam os papeis do Tesouro Direto como proteção contra as perdas geradas pela inflação. Entre os títulos ofertados, há aqueles indexados ao IPCA, a inflação oficial do país, que somou 5,79% em 2022.
Segundo levantamento de Einar Rivero, da consultoria TradeMap, os títulos públicos estão entre as categorias de investimentos que ofereceram ganho real (acima da inflação) no ano passado.
Rentabilidade real dos investimentos em 2022:
g1
Risco baixo
Renan Silva, professor de Economia do Ibmec em Brasília, avaliou que a boa rentabilidade dos títulos públicos também se alia a um risco “ínfimo” para o investidor, pois o Tesouro Nacional, em tese, é o último a quebrar.
“Acredito que deve ter uma migração mais forte para essas aplicações em função do ocorrido nas lojas Americanas e dos eventos a que estão sujeitos o setor privado. Além da rentabilidade, pessoas também buscam menos risco até que tenha um cenário um pouco mais tranquilo”, declarou.
Neste início de ano, as lojas Americanas reportaram R$ 43 bilhões em dívidas não contabilizadas anteriormente e entraram em processo de recuperação judicial. Com isso, investidores temem a perda dos recursos.
Em um cenário de aumento de gastos públicos para recompor o orçamento de 2023, por meio da PEC da transição, Silva avaliou que os juros podem permanecer altos por um tempo ainda.
“O que pode mudar o cenário é o arcabouço fiscal [novas regras para as contas públicas], que estamos esperando para abril. É o que pode dar o tom de uma mudança de direção de mais otimismo ou menos otimismo”, explicou ele.
Saldo total e número de investidores
Segundo o Tesouro Nacional, o saldo total (estoque) de títulos em mercado nas mãos de pessoas físicas somou R$ 105,1 bilhões em dezembro do ano passado, contra R$ 79,18 bilhões no fim de 2021.
Em outubro do ano passado, o saldo ultrapassou a marca dos R$ 100 bilhões pela primeira vez.
Já o total de investidores ativos no Tesouro Direto, ou seja, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações, atingiu a marca de 2,12 milhões de pessoas em dezembro de 2022, contra 1,81 milhão no fim do ano anterior.
O número de investidores cadastrados no programa atingiu a marca de 22,48 milhões pessoas no fechamento de 2022, com alta de 6,1 milhões de pessoas frente ao fim de 2021 (16,29 milhões de investidores)
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