Delegado preso por suposto envolvimento em grupo de extermínio é dispensado de função comissionada

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Amaury Santos Marinho Junior havia sido nomeado como delegado-adjunto da 1ª DP de Palmas no dia 12 de janeiro. SSP chegou a informar que o caso seria analisado. Sede da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins
Luiz de Castro/Dicom SSP-TO
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) dispensou o delegado Amaury Santos Marinho Junior da função comissionada que havia sido reconduzido no dia 12 de janeiro. Ele está preso desde agosto do ano passado por envolvimento em suposto grupo de extermínio. A dispensa está no Diário Oficial desta segunda-feira (23).
Amaury estava no cargo de delegado-adjunto da 1º Delegacia de Polícia de Palmas (1ª DP). Na portaria publicada na edição nº 6255 do Diário, a dispensa da função de comissão entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano.
Também conforme o portal da transparência, ele é servidor concursado como delegado de polícia da Secretaria da Segurança Pública desde 2017.
Confira o Diário aqui.
A Secretária da Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre a recondução do cargo no dia 13 de janeiro, e afirmou que o caso seria ‘reanalisado’.
No dia da publicação para a manutenção da função comissionada, a defesa de Amaury informou que ele continua preso ‘sem motivo’ e que espera que o caso dele seja reavaliado pela Justiça em breve.
O g1 entrou em contato com a defesa do delegado novamente pedindo um posicionamento sobre a nova publicação e aguarda resposta.
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Relembre
A promotoria denunciou dois delegados e cinco agentes de polícia por mortes que aconteceram no mesmo dia em Palmas. Eles eram investigados na Operação Caninana, da Polícia Federal. As prisões aconteceram em agosto de 2022.
Entre as execuções supostamente atribuídas ao grupo de extermínio, a denúncia da promotoria cita as mortes de Geovane Silva Costa e Pedro Henrique Santos de Souza, que ocorreram em março de 2020 no Setor União Sul, em Palmas.
Para os promotores, os assassinatos teriam sido cometidas por motivo torpe e “na intenção dos agentes de promover uma ‘limpeza social’ em Palmas”, já que as vítimas eram pessoas com antecedentes criminais.
Outras três mortes que ocorreram no mesmo dia das anteriores, só que no Setor Aureny I, também são associadas aos denunciados. As vítimas são José Salviano Filho Rodrigues, Karita Ribeiro Viana e Swiany Crys Moreno dos Santos, que morreram nas mesmas condições.
A denúncia também cita que o delegado Amaury e agentes teriam atrapalhado a apuração de crimes que supostamente envolviam a organização criminosa quando descobriram que estavam sendo investigados, entre março e maio de 2022.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

pappa2200

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