Gasolina segue abaixo do preço internacional, mesmo com reajuste da Petrobras

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Estatal anunciou aumento de R$ 0,23 por litro, o que representou uma alta de 7,46%. Segundo a Abicom, o combustível estava R$ 0,49 abaixo do praticado no mercado internacional. Combustíveis, gasolina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O reajuste da gasolina anunciado pela Petrobras nesta terça-feira (24) mantém o preço do combustível mais baixo no Brasil do que aquele praticado no mercado internacional, segundo o relatório de paridade internacional da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
A estatal aumentou o valor nominal do litro de gasolina para as refinarias em R$ 0,23. Trata-se de um aumento de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro. Antes do reajuste, porém, a Abicom afirmava que a gasolina brasileira estava entre R$ 0,49 e R$ 0,55 abaixo do preço de paridade.
A gasolina, portanto, está cerca de 14% mais barata do que o necessário para deixá-la em patamar equivalente ao mercado internacional. “O mercado internacional e o câmbio pressionam os preços domésticos. PPI [Preço de Paridade Internacional] acumula aumento de R$ 0,61/L desde o último reajuste nos preços da Petrobras”, disse a associação em nota na segunda-feira.
Nesta quarta-feira, a Abicom libera o primeiro relatório considerando os novos preços da Petrobras.
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Preços nos postos
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (24) que aumentará o preço da gasolina para as distribuidoras a partir do dia 25 de janeiro. Os demais combustíveis não tiveram os preços alterados.
Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende não só dos valores cobrados nas refinarias, mas também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores. Os postos têm liberdade para estabelecer os preços cobrados; assim, a queda do preço cobrado pela Petrobras pode demorar — ou nem chegar — às bombas.
Segundo a Petrobras, a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos faz com que a parcela que fica com a empresa seja de, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba.
“Esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, diz a Petrobras.

Vittorio Ferla

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