Políticos acompanham velório de Eliseu Padilha em Porto Alegre: ‘perco um amigo’, diz Temer

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Lideranças do MDB estiveram no velório, realizado no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. Velório de Eliseu Padilha, no Palácio Piratini
Reprodução/RBS TV
O corpo do ex-ministro Eliseu Padilha (MDB) é velado nesta quarta-feira (15) em Porto Alegre, no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. O político morreu, aos 77 anos, na noite de segunda-feira (13), em razão de um câncer no estômago.
O ex-presidente Michel Temer (MDB), de quem Padilha foi ministro-chefe da Casa Civil entre 2016 e 2019, compareceu ao velório.
“Perde o Rio Grande do Sul, naturalmente, perde o Brasil e perde, exatamente, a ideia da tranquilidade, da serenidade, da competência. E eu, pessoalmente, confesso que perco um amigo”, disse.
Temer lembrou que se aproximou de Eliseu Padilha nos anos de 1990, quando ambos eram deputados federais. O gaúcho foi aliado do emedebista e um dos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff. Sobre a atuação da Padilha no processo, o ex-presidente disse que a Constituição foi cumprida.
“Ele não precisou contar votos porque os votos vieram com toda a espontaneidade. E, vindo com toda espontaneidade, o que o Padilha fazia era o que todos nós fizemos, cumprir o texto constitucional”, afirmou o ex-presidente.
Políticos do MDB, como Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro; Carlos Marun, ex-deputado; e o governador do Pará, Helder Barbalho; e o vice-governador do RS, Gabriel Souza, também estiveram no Palácio Piratini.
Políticos relembram carreira de Eliseu Padilha
Ex-presidente Michel Temer (MDB), durante velório de Eliseu Padilha, em Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
Perfil
Natural de Canela, na Serra do RS, advogado e empresário, Eliseu Padilha começou a carreira política em sua cidade natal no movimento estudantil. Em 1967, passou a morar em Tramandaí, no Litoral Norte do estado, onde se elegeu prefeito em 1989.
Obteve o primeiro mandato de deputado federal em 1995, a partir de quando começa a ocupar cargos no Executivo e na direção do PMDB nacional. Exerceu quatro mandatos de deputado federal pelo RS entre os anos de 1995 e 2015.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha
Isac Nóbrega/PR
Padilha foi ministro de estado quatro vezes, em três governos diferentes: entre 1997 e 2001, foi Ministro de Transportes de Fernando Henrique Cardoso.
Durante o governo de Dilma Rousseff, foi ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, cargo que cumpriu entre janeiro e dezembro de 2015. Nomeado logo no primeiro dia do segundo mandato de Dilma, Padilha acabou acumulando funções políticas ao longo de 2015, em boa medida para ajudar Temer a aprovar medidas de ajuste fiscal encomendadas pela petista.
Ele pediu demissão, no entato, logo depois que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu o pedido de impeachment de Dilma, em dezembro de 2015. Padilha sinalizou que deixaria o governo no momento em que aliados de Temer passaram a demonstrar constrangimento com a pressão do Planalto para que o vice se posicionasse contra o impeachment de Dilma. Na carta de demissão, alegou “razões pessoais”.
Na entrevista em que explicou sua saída, disse que o PMDB estava “dividido” sobre o impeachment, mas negou que seria um articulador da destituição de Dilma
Já no governo de Michel Temer, foi ministro-chefe da Casa Civil entre 2016 e 2019 e ocupou interinamente o cargo de Ministro do Trabalho por cinco dias, entre 5 e 9 de julho de 2018.
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