Roraimense estreia como musa de escola de samba em desfile de Carnaval em São Paulo: ‘me conectei com aquela vibração’

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    Ketlen Pinho, de 31 anos, desfilou como musa da Acadêmicos do Tucuruvi, escola do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. Escola fez relação entre a obra do sambista Bezerra da Silva e a vida dos brasileiros das favelas no segundo dia de desfile. Ketlen Pinho, de 31 anos, desfilou como musa da Acadêmicos do Tucuruvi.
    Arquivo pessoal
    “Me conectei com aquela vibração e vivi a emoção”. É assim que a roraimense Ketlen Pinho, de 31 anos, define a sensação de desfilar no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Acadêmica de medicina, modelo e Miss Roraima America’s 2023, ela estreou como musa da Acadêmicos do Tucuruvi, que exaltou a obra do sambista Bezerra da Silva e a vida dos marginalizados, no segundo dia do Grupo Especial do Carnaval.
    Nascida em Boa Vista e fã dos clássicos bloquinhos de Carnaval da capital, a estudante contou que já tinha samba no pé e desfilou como musa do abre-alas da escola de samba, nesse sábado (18).
    “Como uma boa roraimense, sempre fui fã dos blocos de ruas. Mas, nunca me imaginei no sambódromo e, acredite, é surreal. Muito diferente da TV”, afirmou a roraimense.
    Ketlen Pinho durante desfile no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.
    Arquivo pessoal
    Ketlen recebeu o convite da escola de samba cerca de uma semana antes dos desfiles começarem. Empolgada com a proposta e com pouco tempo para a preparação, ela contou com ajuda dos seus assessores.
    “A minha preparação ficou nas mãos dos meus assessores de imagem daqui de São Paulo e Belo Horizonte, e a minha assessoria de Roraima também foi me instruindo. Isso fez eu me sentir bem à vontade, principalmente com a fantasia, que era bem ousada”, explicou.
    A proposta para desfilar na avenida, no entanto, não foi a primeira que ela recebeu. A Miss já havia sido convidada pela escola em 2021, mas não pode aceitar o convite na época.
    “Eu já havia sido convidada anteriormente, mas não aceitei. [Eu] participei por um tempo como Musa do Brasileirão, cargo para o qual também fui convidada. Porém, não pude seguir adiante” ressaltou ela.
    Ketlen Pinho, de 31 anos.
    Reprodução/Instagram/ketlenpinhooo
    Eleita Miss Roraima América’s 2023 e com muito mais visibilidade, principalmente fora de Roraima, ela decidiu aceitar o convite da Acadêmicos do Tucuruvi neste ano. Mesmo depois de ter aceitado, Ketlen só acreditou que iria desfilar quando já estava no sambódromo.
    “Mesmo a escola sendo do grupo especial, eu não imaginava que era uma coisa grande, vanglorioso. A ficha caiu quando eu e as outras meninas estávamos indo para a concentração, e uma outra escola e o grupo de apoio do sambódromo nos aplaudiu. Me deu vontade de chorar”, contou.
    O segundo dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo teve humor, malandragem e histórias musicais, como os tambores e o samba. Com o enredo “Da Silva, Bezerra. A voz do povo!”, a escola exaltou o músico e a vida dos brasileiros das periferias.
    Acadêmicos do Tucuruvi em 1 minuto
    A Tucuruvi também usou figuras do trabalho duro e injustiça para lembrar o músico que cantou os sofrimentos e os prazeres da população periférica. A escola desfilou sob chuva e mesmo com o sambódromo molhado e sentido muito frio, Ketlen Pinho não perdeu a majestade.
    “Quando eu entrei na avenida e vi aquela multidão de pessoas e muitas câmeras, parece que eu fui acolhida. Não deu tempo de ficar nervosa, me conectei com aquela vibração e vivi a emoção”, completou.
    Além disso, Tucuruvi reproduziu uma favela antiga, com os bailarinos representando velhos sambistas dos tempos de origem de Bezerra, que nasceu no Recife, fez carreira no Rio de Janeiro e morreu em 2005, aos 77 anos.
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    O desfile teve 1,8 mil componentes em 22 alas e 4 alegorias. A escola do Tucuruvi, zona norte da cidade, foi fundada em 1976 e ainda busca seu primeiro campeonato no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. A melhor posição foi o 2º lugar em 2011.
    Roraimense Ketlen Pinho como musa da Acadêmicos do Tucuruvi, em São Paulo.
    Arquivo pessoal
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    Vittorio Ferla

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