Secretário de Segurança de Tarcísio, Guilherme Derrite propõe que Polícia Militar fiscalize e multe durante pancadões

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Em Sorocaba (SP), Guilherme Derrite também falou, durante entrevista ao vivo na TV TEM, sobre as ações na cracolândia, o déficit de policiais e os ataques a agências bancárias no estado. Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, durante entrevista à TV TEM
Eduardo Ribeiro Jr./g1
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, disse em Sorocaba (SP), durante entrevista ao vivo à TV TEM, na tarde desta quarta-feira (25), que os policiais militares poderão multar os moradores durante pancadões.
Derrite reforçou que os pancadões são “uma realidade que precisa ser enfrentada” em todo o estado. De acordo com ele, no ano de 2021, a central de operações da Polícia Militar de São Paulo recebeu mais de 980 mil ligações relacionadas a perturbação do sossego.
Secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite fala sobre projetos da gestão
Moradores registram e denunciam com frequência esses bailes funk pelo interior de São Paulo, reclamando da bagunça, ruas interditadas, barulho, quebradeira, uso de bebidas e drogas e até tiros. Há um mês, um jovem de 24 anos morreu durante um pancadão em Sorocaba. Cinco pessoas foram alvejadas, uma delas levou 12 tiros.
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Arquivo Pessoal
“Nós temos um convênio com os municípios chamado Atividade Delegada. Dos 645 municípios, pouco mais da metade, cerca de 350, possuem o convênio, só que somente 19 dão essa atribuição para a Polícia Militar de fiscalização administrativa”, explica.
“O que isso significa? Que o policial militar na ponta da linha possa multar e gerar um ônus financeiro para quem está perturbando o sossego. Então, a nossa intenção é realizar uma nova minuta desse convênio para que o policial possa fiscalizar de maneira eficaz e, quando mexer no bolso daqueles que perturbam o sossego alheio, temos a certeza que esse número vai baixar e muito”, continua o secretário.
Pancadão com mais de 200 pessoas é interrompido em bairro de Sorocaba
Prefeitura de Sorocaba/Divulgação
Veja outros trechos da entrevista de Derrite à TV TEM:
Câmeras nos uniformes dos policiais

“O programa Olho Vivo foi instalado na Polícia Militar para fiscalização e controle dos policiais, algo que é válido. Então, logo na transição nós tomamos conhecimento dos estudos realizados acerca da efetividade do programa. Nós optamos primeiro por ampliar o programa, só que, no segundo plano, aplicando uma nova funcionalidade para as câmeras. Além da fiscalização e controle dos policiais, a gente quer um caráter mais operacional. Fazer com que a câmera acoplada na farda do policial possa realizar, por exemplo, a leitura de placas de veículos roubados e furtados, para que a gente possa devolver esse bem para as vítimas. Para que a gente possa também, por telemetria e georreferenciamento, saber exatamente a posição do policial, por exemplo do policial rodoviário, policial militar ambiental, que faz uma fiscalização em áreas de mata fechada. Então, é importante também para a proteção do policial. O programa vai ser mantido e a Polícia Militar vai apresentar um planejamento estratégico para um novo convênio para expansão dessas câmeras. Isso está sendo estudado pela Polícia Militar, também os custos das câmeras são consideráveis, nós queremos também, nessa expansão, pegar essas modalidades de policiamento que não recebemos as câmeras, policiamento rodoviário, ambiental, mas eu creio que no primeiro semestre deste ano a Polícia Militar apresente o planejamento e a gente já consegue colocar no orçamento deste ano.”
Ações na cracolândia:
“A nossa preocupação é com todo o estado. Até por conta de um trabalho efetivo que o Governo do Estado vai fazer na cracolândia, no centro de São Paulo, a nossa preocupação é para que nós façamos um trabalho preventivo para evitar que essas pessoas que estão lá, porque nós temos três tipos de pessoas (o usuário de drogas, o morador de rua e o criminoso, o traficante), nós queremos evitar e nos precaver para que isso não seja expandido para o nosso interior. Isso é um programa de governo, é prioridade no Governo do Estado de São Paulo e não é um problema exclusivo da Segurança Pública. Por isso, o governador Tarcísio nomeou o vice-governador Felício Ramuth para ser o coordenador dos trabalhos e a nós, Segurança Pública, compete o papel principal: evitar que a droga chegue até o local. Aliás, o Denarc realizou uma importante prisão essa semana de um carregamento grande de drogas, que tinha como destino final a cracolândia, ou seja, a Secretaria de Segurança Pública já está atuando e, no segundo plano, que aí compete à Polícia Militar, realizar as prisões dos roubos no entorno daquele Centro, onde os usuários ficando consumindo a droga, porque, para se autossustentar e sustentar esse vício, eles cometem furtos de celulares, roubos. Só neste ano, nós já realizamos a prisão de nove criminosos, recuperamos 48 aparelhos celulares roubados. Então, essa integração está sendo intensificada, melhorada para atingir esse objetivo nosso, que é acabar com a cracolândia.”
Déficit de policiais
“Nós herdamos o pior déficit de efetivo da história de São Paulo. A gente está trabalhando hoje com quase 15% de defasagem na Polícia Militar, 25% na Polícia Técnico-Científica e quase 33% na Polícia Civil. Isso é um grave problema. Para isso, nós já temos em andamento um concurso para nomear 2.939 novos policiais civis, 250 delegados, 1.600 investigadores, escrivães, 189 médicos legistas para dar esse suporte emergencial, porque a palavra é essa, é uma emergência a recomposição do efetivo. Essa questão do delegado assumir titularidade de outros distritos é ruim para investigação, para atendimento de ocorrência, então é um pacote emergencial, provavelmente ainda esse ano nós teremos mais concursos, acontecendo simultaneamente, para que a gente possa entregar porque, entre lançar o edital, fazer o concurso, nomear e tomar posse, é um lapso temporal de uns dois anos. A gente quer, em caráter emergencial, lançar novos concursos para, em um prazo de dois anos, recompor o efetivo de todas as polícias.”
Salários dos policiais
“Hoje, inclusive, é uma data boa para a gente falar sobre isso, porque a resolução da Secretaria de Segurança Pública, que eu assinei essa semana, foi publicada no Diário Oficial de hoje, composta por delegados de polícia, um perito da Polícia Técnico-Científica, oficiais da Polícia Militar, para tratar única e exclusivamente sobre estudo da recomposição salarial. A gente vai apresentar para o governador o que nós podemos fazer, de acordo com o orçamento que nós temos, de maneira responsável, sem fazer proselitismo político, sem fazer falsas promessas que depois não possam ser cumpridas, isso nós já vimos que não deu certo, a gente quer apresentar algo exequível, mas com foco principal na valorização dos nossos profissionais de segurança pública e, quando você fala em valorização, o tema principal é o salário.”
Combate ao crime organizado e roubo de carga
“É a base do nosso plano de governo na área de segurança pública. Não haverá trégua, não haverá acordo com o crime organizado. Nós temos a expertise de combate ao crime organizado, até porque eu fui policial da ponta da linha, trabalhei na Rota, eu sei como eles fazem. O foco principal é asfixia financeira. Ao contrário do que alguns dizem ou pensam, nós não vamos estimular o confronto, não é o nosso objetivo. Como eu sempre falo, o policial é sempre a primeira vítima do confronto, ele que recebe o primeiro disparo por parte do criminoso. Só que nós vamos com um trabalho de inteligência da Polícia Civil, um trabalho forte em parceria com o Gaeco, que é o grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, nós vamos trabalhar para ver aonde é que eles estão lavando dinheiro, de onde vem a maior arrecadação do recurso deles, o tráfico de drogas é a maior fonte. E nós vamos realizar a asfixia financeira, com um trabalho de inteligência policial, integração entre as polícias e um trabalho em conjunto com o Gaeco.”
Ataques a agências bancárias
“A Polícia Civil vai trabalhar muito forte na investigação desses criminosos, porque quem comete esse tipo de delito não é um criminoso comum, é alguém que acaba se especializando, utilizando um armamento diferenciado, com uso de explosivos. O trabalho de inteligência é fundamental, mas também dizer que, se eles continuarem com a intenção de cometer esses delitos graves, de levar pânico para a população, a Polícia Militar, órgão da Secretaria de Segurança Pública que faz a repressão imediata, vai estar preparada, com armamento, poderio bélico, estrutura e treinamento. Os Batalhões de Ações Especiais de Polícia (BAEPs) foram criados para isso. Existe o 9º BAEP em São José do Rio Preto, que faz um excepcional trabalho. Em Araçatuba, tem o 12º BAEP. Nós temos um projeto da criação de uma nova companhia, ou seja, um efetivo maior para evitar e combater esse tipo de delito. Só assim vamos conseguir coibir. Lembrando que o nosso objetivo é evitar que isso aconteça, mas, se ocorrer, a Polícia Militar vai estar preparada para dar a pronta resposta.”
Violência doméstica
“As medidas protetivas têm que ter, de fato, uma efetividade. Nós já vimos inúmeros casos de mulheres que tinham inúmeras medidas protetivas, mas, mesmo assim, o criminoso consegue, ainda, realizar outras agressões. Nossa intenção, inclusive já tivemos uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Anafe, para que a gente crie medidas que façam com que o criminoso não se aproxime da vítima. Existe um projeto piloto: tornozeleira eletrônica nos criminosos, junto com o IMEI do celular da vítima, para que o arcabouço tecnológico possa avisar a viatura mais próxima da Polícia Militar, até pelo tablet, inteligência artificial, que aquele agressor está se aproximando, no raio de um quilômetro, 500 metros da vítima. Isso vai fazer com que a vítima mais próxima se dirija ao local, realize a proteção e evite que novos casos aconteçam.”
Bases rodoviárias desativadas
“Assim que a recomposição do efetivo for conquistada, a gente vai reativar. É importante ressaltar que essas bases não estão 100% fechadas. Elas possuem uma nova funcionalidade. O policial que ficava ali e a demanda era menor, ele foi deslocado para o patrulhamento nas rodovias e instalou-se o atendimento remoto. É uma maneira paliativa por conta do déficit de efetivo para que o policial continue fiscalizando a rodovia.”
Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, durante entrevista ao vivo em Sorocaba (SP) para o TEM Notícias, da TV TEM
Eduardo Ribeiro Jr./g1
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