STF converte prisões em preventiva de bolsonarista que organizou ônibus a Brasília e de funcionário que teve contrato de trabalho suspenso

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Ao todo, até sexta-feira (20), 942 pessoas tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e 464 obtiveram liberdade provisória, com medidas cautelares. STF converte prisões de bolsonarista que organizou ônibus à Brasília e funcionário com contrato de trabalho suspenso em preventiva
Arquivo pessoal
A bolsonarista de Bauru (SP) que organizou um ônibus da cidade até Brasília (DF) e o funcionário de uma empresa fabricante de maquinários de Pompeia (SP), que teve o contrato de trabalho suspenso, tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventiva, após serem presos no último dia 8 de janeiro durante os ataques terroristas às sedes dos três poderes.
A decisão é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo apurado pela TV TEM, José Ricardo Fernandes Pereira, de 50 anos, atuava no setor de desenvolvimento de produtos na empresa de Pompeia, estava nos protestos e foi preso na ocasião.
Bolsonarista que organizou ônibus de Bauru até Brasília está entre os presos após atos terroristas
Facebook /Reprodução
Já a moradora Fátima Aparecida Pletti, de 61 anos, publicou nas redes que ela organizava o ônibus que saiu de Bauru para Brasília no dia do ataque. Na publicação, ela escreveu que estava em busca de verba para a hospedagem em local próximo às sedes dos três poderes (veja acima).
Além da dupla, o ministro já havia convertido a prisão em preventiva de uma das duas mulheres de Tupã (SP), Vanessa Harume Takasi, também presas pelos atos antidemocráticos.
Vanessa Harume Takasaki, moradora de Tupã, foi presa durante atos terroristas em Brasília
Instagram /Reprodução
O g1 tentou contato com os citados, mas não conseguiu localizar a defesa de cada um até a atualização mais recente desta reportagem.
Conclusão STF
Destruição no STF
Carlos Moura/SCO/STF
Ao todo, até sexta-feira (20), Alexandre de Moraes concluiu a análise de 2.865 pessoas presas por envolvimento nos atos e na destruição de prédios públicos. Foram analisadas 1.459 atas de audiência relativas a 1.406 custodiados.
No total, 942 pessoas tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e 464 obtiveram liberdade provisória, com medidas cautelares. Elas podem responder ao processo com tornozeleira eletrônica.
Vídeos mostram cenário de destruição no Planalto, Congresso e STF
Reprodução
Desde as prisões nos dias 8 e 9 de janeiro, foram realizadas até o último dia 17, 1.459 audiências de custódia, sendo 946 feitas por magistrados do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e 513 por juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
As decisões estão sendo remetidas ao diretor do Presídio da Papuda e ao diretor da Polícia Federal.
Abertura de mais seis inquéritos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (23) a abertura de mais seis inquéritos para investigar a conduta de golpistas envolvidos nos atos de terrorismo do último dia 8.
As decisões atendem a pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ao todo, já há sete inquéritos abertos no STF para apurar os atos golpistas – seis tramitam em sigilo.
Três dos seis pedidos abertos nesta segunda vão apurar, ao mesmo tempo, as condutas de três grupos de envolvidos nos atos:
os “executores materiais”, ou seja, quem de fato invadiu e depredou os prédios;
os financiadores dos atos;
os “autores intelectuais” do caso.
Outros três inquéritos foram instaurados para apurar, individualmente, as condutas de três deputados supostamente envolvidos na convocação dos golpistas (leia mais detalhes aqui).
Além dos inquéritos autorizados nesta segunda, havia um já em tramitação: o que apura as condutas do governador Ibaneis Rocha (MDB) e da cúpula da segurança pública do DF no dia dos atos.
Nos pedidos assinados pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, há menção a sete crimes:
terrorismo;
associação criminosa;
abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
ameaça;
perseguição;
incitação ao crime.
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Vittorio Ferla

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